A PRIMAZIA DO PAI CELESTE

O mundo de provas e expiações, onde os viajantes das estrelas no presente estágio evolutivo realizam as provas de elevação espiritual, experimentam de tempos em tempos as guerras com seus horrores para o resgate dos equívocos dantanho e para pôr em prática o caminho do nirvana, anelam amargamente disputarem a preferência de Deus, quando somente o politeísmo tem a primazia do senhor da vida que levam encontrarem o caminho da paz, como propôs o nazareno, causa porque não se nominou nenhuma religião privilegiando qualquer seita, nada obstante as infinitas religiões disputem esse privilégio.


No cerne do bisturi em exame, em realidade como se sabe, há incontáveis religiões que matam em nome de Deus, pretextando como se fosse o Pai Celeste, cometendo improbidade ao violar em primeiro lugar no mandamento o Pai Celeste e no segundo mandamento amar o próximo como a si mesmo, ensinamento do Raboni.

Inegável as infinitas seitas denominadas religiões com um deus de sua preferência como no Egito e tantos outros onde a evolução desse belíssimo planeta de provas e expiações está em seu estertorar, na alvorada do planeta de Regeneração, este, sim, o criador do universo, Pai de todos, causa primeira de todas as coisas, ainda que incontáveis filhos do eterno despreparados no aprendizado, sejam detentores da má da má exegese não entendam a realidade de todo o Universo.

A disparidade das infinitas denominações de Deus, oportuniza a pena emprestar a sapiente narrativa do Evangelista Lucas, apostolo do Rabi da Galileia, momento em que ao oferecer a seiva do entendimento dessa distonia, Jesus orava com emoção o seu postulado e ao concluir os seus postulados iluminativos encantadores, um de seus discípulos se acercou do rabone e pediu ao Mestre que ensinassem eles a orar.

Ora! Sim. Para aqueles homens, todos judeus, a solicitação dessa natureza era surpreendente, considerando que fazia parte da sua cultura serem introduzidos nas tradicionais práticas religiosas, desde a infância. Eram homens que frequentavam a sinagoga de sua cidade ou o templo, quando em Jerusalém.

Natural, portanto, se pensar que oravam, pois deviam conhecer minimamente os códigos religiosos que os regiam. Nesse sentido, inegável que a dedução do pedido era plausível e merecedora do sentimento em relação a Jesus com a oração na pureza da comunicação espiritual, razão do Pai Nosso que estás no Céu. Nessa luz diamantina, é de se deduzir do pedido é em relação a relação de Jesus com a Divindade era um do bom pastor, motivo e causa por que fizeram o pedido sob a luz de Deus.

De fato, lecionou o rabi da galileia, tudo que pedires em meu nome ao meu Pai ele vo-lo dará. Nesse sentido, como sempre, o Mestre os atende, de imediato. Posto isso, reconhece que não se trata de mera curiosidade, mas da real vontade de aprender sobre Deus, transcendendo a exteriorização das tradições, tal qual viam e observavam nas práticas habituais.

Nessa prédica, Jesus orienta que, desejando orar, se dirijam a Deus, nos seguintes termos: Pai nosso, que estás nos céus. Com esse esclarecimento. o fato é quem nunca antesa aqueles homens haviam se dirigido a Deus daquela forma e ali foi desvendada a Paternidade Divina. Um Deus Pai, que ampara, que cuida, que oferece o melhor.

Um Deus, na didática de Jesus, como explica o nazareno, que cuida das aves do céu e dos lírios do campo, jamais desampararia Seus filhos. Um Deus que provê as necessidades de todos, a cada dia, sem precisar que suas criaturas se aflijam com o amanhã.

Nosso Deus que ama os seres, independentemente de seu credo, ainda mesmo que sejam aqueles sem credo, pois o Deus é o amor que alcança os desvalidos e também os poderosos. Deus se ocupa dos bons e amorosos e daqueles que permanecem no mal e na insensatez. Um Deus-amor que desconhece origem de raça, classe econômica ou qualquer artifício que tente classificar e separar homens e mulheres. Dessa maneira, não importa em que situação os viajores da felicidade se encontram. Não importa quão graves tenham sido nossos tropeços ou o tamanho dos erros que acumulamos em nossa consciência. Sempre podemos contar com o amor do Pai Celeste.


Sim. Ele nos permitirá o resgate dos equívocos, mesmo os mais graves que possamos ter cometido. O Eterno irá nos amparar nos dias mais difíceis que se venhamos enfrentar. Deus estará sempre a postos para nos aguardar o apelo. Mesmo quando nos distanciarmos dEle, negando-O, tentando esquecê-lo ou extraindo-O de nossa vida, Ele permanecerá a velar por nós.


O Seu é aquele amor que Jesus apresentou na parábola do filho pródigo. Ainda que os filhos tenham esbanjado, de forma tola, tudo que o Pai lhe dera, quando envolto em dores e miséria, alquebrado e arrependido, retoma o caminho do lar, o filho encontra o Pai amoroso a aguardá-lo, de braços abertos.
Oh! Ainda assim, nada indaga. Apenas acolhe, ampara. Nos momentos mais difíceis, pelos caminhos espinhosos, doloridos, sempre podemos contar com Deus, nosso Pai.
É com Seu amor Incondicional, Que Ele nos erguerá e estabelecerá os roteiros de refazimento, de reabilitação, e de renovação na preciosa lição inscrita do Evangelho de Lucas. Quando o divino rabi da galileia ensinou a sublime oração do Pai nosso que estas no Céu, não restaram dúvidas das palavras do Divino Jardineiro afiançando que nos dava a sua paz, mas não se engane os distraídos, que seja a paz que o mundo oferece com a vestimenta dos interesses impróprios para a paz do amor ao próximo como somente Ele pode dar, mas aquela paz para palmilhar a via das muitas moradas da casa do Pai.


No Evangelho Segundo o Espiritismo, encontra-se no Capítulo III a proposta de Jesus de Nazaré, esclarecendo à saciedade que “há muitas moradas na casa de meu pai”. É o que consta no item seis, ao tratar da destinação da terra, e as causas das misérias humanas. Toda a boa nova é um imenso jardim perfumado com a essência de nardo, o perfume de Jesus, e um imenso oásis de luz sinalizando os caminhos que as criaturas devem percorrer para a mutação desse estado de miserabilidade que estiolam os espíritos na caminhada para o inegável destino em direção aos esplendores celestes.


A consciência do justo não nega que é preciso, em regime de urgência urgentíssima que a humanidade tome pulso nos propósitos enobrecedores, ponha termo às guerras de interesses belicosos. A paz deve fazer morada nas vidas dos viajores, sob pena do retardamento da geração felicidade, cedendo lugar as dores e sofrimento, aos quais a linguagem popular nomina de “misérias do mundo”.

Nesse relato, é a expressão miséria no sentido vulgar da agressão e “morte” tanto como na falta de alimentos que satisfaçam as necessidades primárias dos viajores do planeta Terra, cujos horrores, fere de morte os mais nobres sentimentos do amor, ainda hoje, nas redondezas do Lago de Genesaré, conhecido como "Mar da Galileia", o extenso lago de água doce localizado ao norte de Israel, caminhos que Ele percorreu exemplificando como por fim às guerras pelo amor, sublime amor.

Em verdade, “o Mundo não está perdido” como se apregoa diante da repetição de guerras e holocaustos insensatos. Essa reflexão é equivocada dos propósitos do Criador, porque a metáfora apropriada é que a terra pode ser comparada a um hospital, onde estão apenas doentes e da mesma sorte, numa prisão física cerceando a liberdade de ir e vir, se encontram todas as torpezas, e os vícios reunidos, onde preponderam as aflições sobrepondo-se às alegrias. Inegável à saciedade, diante das guerras fraticidas cujo noticiário toma conta do globo terrestre, os transeuntes são tomados de pavor com o desânimo soçobrando as esperanças daqueles que tem puro os corações.

De fato, não são poucas as guerras antes e depois dos tempos da chegada do divino jardineiro cumprindo as profecias e ensinando a se alcançar as inúmeras moradas da casa do Pai Celeste. Apesar disso, a imensa escola da vida aí está, diante da incúria dos retardatários, para ensinar aos incautos como não fazer as guerras, sejam as denominadas santas, sejam os constantes e atuais denominadas extremistas como em Israel.

Sim. Os retratos dos episódios em exame são dantescos e ninguém se esquece o conflito armado entre Israel e o grupo extremista palestino Hamas, ceifando milhares de criaturas, irmãos de caminhada nos conflitos entre israelenses e palestinos e, na Rússia/ Ucrania o ignoto conflito dos mesmos irmãos, sem esquecer as guerras civis afegãs, da Somália, Iemenitas, da República Centro-Africana, tal qual a Guerra Civil Síria e o Estado Islâmico.

Nessa dicção, a ninguém será lícito imaginar que o Senhor do Universo tenha edificado um mundo sem propósito e repleto de misérias. O mundo por onde transitam as criaturas é o de provas e expiações, ao teor da escala evolutiva onde a humanidade está estagiando e as misérias são as escolhas que os viajores fazem pelo uso do livre arbítrio. Assim escolhe-se a guerra, ao se louvar nos interesses imediatos e a consequência é matar-se e aos irmãos sob o pretexto pusilânime de combater o estado islâmico e os interesses ignotos de numa “guerra santa” em nome da religião.


Contudo, a verdade tem sua gênese na fabricação de armas mortais de toda sorte, ou componentes químicos das indústrias farmacêuticas e tantos outros ignorados pelo povo, mas que rendem magnânimos dividendos em espórtulas aqueles que se dedicam a essa miséria dos valores enobrecedores, fazendo letra morta os princípios da cordialidade. Nessas reflexões é cogente aos filhos de Deus buscarem o caminho do ser imortal, a auto iluminação, o seu “eu” interior, o “nirvana”, estado permanente de beatitude obtido através da disciplina e meditação, no budismo a extinção definitiva do sofrimento humano, e das misérias que grassa a humanidade, facultando aos aprendizes da felicidade alcançarem os páramos celestiais.

O destino para a realização desses anelos, tem dois componentes através do livre arbítrio: seguir pela vereda do nirvana, conquistando o láureo da paz, mediante o reto proceder, e a entrada da porta larga da existência que deságua na guerra consigo mesmo, levando a criatura a ser partícipe dos que escapam da caixa de pandora assombrando o mundo com as misérias de que se tornam portadores. Em verdade, não há mistério para a inolvidável descoberta da vida, máxime considerando que o aprendizado é infalível na universidade da existência, uma vez que a paz não é um presente da Divindade, mas a causa aonde reside a escolha que se faz nas provas e expiações aos que se estão submetidos pelo Senhor da Vida aos ditames da Lei de Progreso, com o fardo das dores em caráter de pessoalidade.


Daí educar-se com o sofrimento, certo de que ninguém estará apto a compreender os problemas complexos da pessoalidade e vidas pregressas nas existências personalíssimas. Nesse contexto, é de bom alvitre exercitar o silêncio escutando os apelos íntimos da alma sedenta de paz. Os irmãos do caminho não acreditarão que aflições pessoais sejam maiores do que as dele e com certa dose de razão. Ainda não se avaliou, o maior sofrimento da história da humanidade experimentado pelo Divino Jardineiro. A vã filosofia entende que o maior sofrimento sempre seja daquele que o experimenta, mesmo tendo o modelo e guia da humanidade para servir de exemplo segundo os ditames da questão 625 de “O Livro dos Espíritos”.


Pregado na cruz do madeiro infame, o homem santo teve seus pés e mãos atados e furados com cravos de ferro, além da coroa de espinho que com violência ímpar se impôs em sua testa e na mesma cabeça que abrigou os mais nobres pensamentos de amor e de fraternidade. Para libertar-se das dores e das misérias do mundo e encontrar a paz, é indispensável o trabalho de auto iluminação, uma vez que ninguém responderá pelos erros de outrem, o que exorta os viandantes a terem cuidado com o proceder, alinhando-se com o código das leis divinas.


É dever de consciência adotar a postura da brandura como ensinou o homem de Nazaré na lição dos bem-aventurados, os brandos e pacíficos, pois eles herdarão o reino dos céus. É fato inconteste que os companheiros do caminho não estão sujeitos às exigências de outrem e da mesma forma, não será lícito a terceiros se libertar do crime sem o pagamento ainda que após o arrependimento de tê-lo praticado.


Há que se arrepender, sim honesta e sinceramente, mas o pagamento é da lei divina. Não há privilégio. Todos são iguais perante as Leis de Deus. Afinal, o Senhor da Vida criou seus filhos simples e ignorantes, todos, tem condições de concorrer para a paz interior. A paz do Celeste amigo não é uma paz vazia, gratuita, de favor, de preferência, mas a paz conquistada pelo esforço inaudito que cada filho da Consciência Cósmica deve fazer na estrada de sua evolução em direção aos altiplanos celestiais.

Cabe, pois, aos candidatos a felicidades, fazer os sacrifícios necessários e as renúncias que a ocasião ensejarem para que cada ser imortal possa manutenir uma vida modesta e honrada. Para esse mister, indispensável perseverar no dever cumprido, pois sábio é todo aquele que reconhece a sua infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida sempre bela, colorida e consentida. Doar, praticando a autêntica caridade, aquilo que desejas receber, é a lição do Mestre Jesus, convidando amar ao próximo como nos amamos. Se ausente a prática da caridade, haverá confusão nas metas a atingir e não se saberá quais os passos necessários para chegar ao eu interior, ao teu espírito, em suma, ao Nirvana.

De outro lado, quando tudo parecer estar “perdido” e uma sensação de impotência estiolar os mais profundos sentimentos d’alma, roguemos a Jesus, companheiro de todas as horas de dores e sofrimentos e a luz chegará como ajuda ineludível no mesmo instante, porque a bênção do Senhor do Universo atende o convite do:

“Vinde a mim, todos vós que sofreis e estais sobrecarregado e eu vos aliviarei. Tomai o meu jugo sobre vós, e aprendei de mim que sou brando e humilde de coração, e encontrareis o repouso de vossas almas; porque meu jugo é suave e meu fardo é leve”. Nesse estado de espírito, segue o ósculo depositado em seus sagrados sentimentos de amor fraterno, com a oblata da solidariedade universal, anelando um ótimo fim de semana em nome de Jesus.
Do amigo de sempre. - Jaime Facioli.
Muita paz.





JAIME BARBOSA FACIOLI
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