QUE BRILHE A LUZ DE JESUS DE NAZARÉ, BELA, COLORIDA E CONSENTIDA PARA TODOS OS EVOS

Com fulcro nesse sentimento da excelência do amor, por onde transitam os candidatos ao planeta sob a governança do Cristo de Deus, conscientes de que o mundo não está a desgoverno, àqueles que ainda não estão sintonizados com o poema do arauto Francisco de Assis, o momento é ensancha para se conhecer o relato de uma senhora, culta e nobre de sentimentos, na verve dessa pena, colhido no livro “Sob a Proteção de Deus”, de Divaldo Pereira Franco, texto ditado pelo Espírito Ignotus, no cap. “Terapia da Solidariedade”.

Conta-se que aquela senhora dispunha de algum tempo livre e resolveu por aplicá-lo de forma útil. Considerando-se que o índice de suicídios na cidade onde residia era elevado, dedicou-se ao edificante trabalho de atendimento do S.O.S - Vida, serviço telefônico para os candidatos ao autocídio. Por conta desse lhanoso propósito, submeteu-se ao treinamento e, três vezes por semana, dedicava duas horas de seu dia à relevante tarefa.

No mister ao qual se dedicava, foi surpreendida por uma voz feminina amargurada e nervosa, que dizia: “pretendo matar-me ainda hoje. Antes de fazê-lo, quis comunicar minha decisão a alguém. Por isso, estou telefonando”. Fiel ao compromisso de não interferir no drama da cliente, consciente, todavia, da proteção Divina que jamais abandona suas criaturas, manteve-se a interlocutora serena, ao indagar: “Acredita que eu possa lhe ser útil?”. Obteve como resposta, com azedume, palavras de desestímulo ao se expressar, “ipsis verbis”. “Ninguém pode ajudar-me, nem o desejo. Odeio o mundo e as pessoas. Sou uma infeliz e pretendo encerrar esta existência vazia”. Como a senhora permaneceu em respeitoso silêncio, a sofredora continuou sua narrativa.

Sou rica. Resido em uma bela mansão, no melhor bairro da cidade. Tenho dois filhos: um homem e uma mulher, ambos casados e pais, que já me deram quatro netos. Sou membro da alta sociedade, frequento ambientes luxuosos e requintados. Tenho tudo o que o dinheiro pode comprar. Mas sabe o que mais me irrita? Após o silêncio que se seguiu, ouviu: Pois eu lhe digo. Em minha casa, disponho de duas linhas telefônicas.

“Sempre que a campainha soa e vou atender, trata-se de ligação errada, ninguém se preocupa comigo e, terminados os encontros formais ou sociais, constato que ninguém é meu amigo”. Com a ligeira pausa que se seguiu, interferiu a amável interlocutora com habilidade; “permita-me telefonar-lhe uma vez ou outra”. Seguiu-se nova resposta amarga: “Com qual interesse?” – perguntou a outra, incrédula. Eu necessito de uma amiga, respondeu serenamente a amorosa atendente.
Fez silêncio por um instante e o diálogo se desdobrou, dizendo a interessada no suicídio: “Mas você não me conhece”. Redarguiu, mais calma, a sofredora. “Isso não é importante. Vou conhecê-la depois. Forneça-me o número de seu telefone, por favor”. – Insistiu a senhora. “Não tenho o hábito de dá-lo a estranhos”. – Respondeu, contrariada. “E como deseja, então, que a procurem”? Depois de um instante de hesitação, que pareceu uma eternidade, ela cedeu e informou seu nome e número telefônico.

Consta no livro que dá vida a essa retórica, que dois dias depois dessa ocorrência, a atendente telefonou para a então desconhecida; conversaram sobre assuntos gerais, renovando-se a experiência outras vezes e, alguns meses depois, resolveram conhecer-se pessoalmente em um café. Resultado, se tornaram amigas.

Atualmente, ambas trabalham no S.O.S - VIDA e o telefone, quando toca, é alguém pedindo socorro, no que sempre é oferecido com carinho, em nome daqueles que aprenderam a amar. Dessa mesma sorte, com fulcro nesse sentimento, há na redação espírita, um relato humanista no capítulo “O ser humano que sofre”, ‘O que não está escrito nos meus livros’, de Viktor, da editora Realizações, autêntico exemplo de vida e sentido para a existência daqueles que se deixam levar pelo desânimo, inconformismo e desesperança da vida.

Trata-se do psiquiatra vienense Viktor Frankl, que em uma de suas conferências contou que, certa feita, foi acordado pelo telefone, às três horas da manhã. Do outro lado da linha, uma mulher dizia que acabara de tomar a decisão de se suicidar. Ela estava curiosa para saber a opinião dele. Calmamente, ele lhe disse o que sempre existe para se falar contra o suicídio. Durante um largo tempo, eles discutiram todos os prós e contras.

Por fim, Viktor conseguiu que ela prometesse não fazer nada nas próximas horas, e pediu-lhe que fosse ao seu consultório naquela manhã. Às nove horas, ela apareceu e lhe disse textualmente: “O senhor vai se enganar, doutor, se estiver achando que qualquer um dos argumentos que o senhor me apresentou essa madrugada teve o mínimo efeito sobre mim.

Se alguma coisa me impressionou, foi o fato de tirar um homem do seu sono e, em vez de brigar comigo, ele me escutou pacientemente por mais de meia hora. E depois conversamos.

A partir daí, chega-se à realidade de que é preciso dar mais uma chance à vida para todos os evos.

O que não consta dos livros que escreveu o autor em comento é que se colhe a feliz conclusão de que o sentido da vida colhe rosas e perfumes ajudando os irmãos avançarem nas muitas moradas do pai, realizando o sentido da vida bela, linda e colorida.

A valoração da vida e o seu sentido, a toda evidência não se encontra apenas nesses fatos humanitários; os relatos que foram capazes de estabelecer a relação humana com aqueles que estavam enfraquecidos momentaneamente, faz muito mais que isso, ajuda na lição de Jesus aos seus, a muito se amarem.

Salvou preciosas existências em provas e expiações. A propósito, no versículo 31 do cap. VI do Evangelho de Lucas, consta a notória prescrição do médico dos médicos há mais de dois mil anos: “Amai o vosso próximo. Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam. Tratai todos os homens como desejai que eles vos tratem.”

Com essa retórica iluminativa, nas palavras do Governador Planetário com os sentimentos aurifulgente dos irmãos menores com o sol da vida nos sentimentos d’alma segue o ósculo depositado nos corações e em suas almas, com a hóstia da fraternidade universal, anelando tenham o Divino amigos de todo o sempre, um final de semana de muita paz em nome do Divino Pastor para sempre o amigo Fraterno de sempre.

- Jaime Facioli –




JAIME BARBOSA FACIOLI
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