OS CAMINHOS DA FELICIDADE E A VALORAÇÃO DA VIDA

Muitas são as diretrizes que indicam caminhos para se encontrar a felicidade. Muitas sugestões e conselhos já foram dados para os que procuram pela felicidade. Essas iniciativas são positivas quando nascidas do desejo sincero de ajudar. E são necessárias porque cada pessoa poderá seguir pela rota que mais lhe seja favorável e que esteja de acordo com suas forças e entendimentos.

Os caminhos para a felicidade são muitos. Uns são mais curtos e mais íngremes e exigem mais esforço e renúncias. Outros são mais longos e mais planos, mas todos conduzem ao mesmo fim. A felicidade é, sem dúvida, uma construção diária, que mais se efetiva quanto mais a ela nos dedicamos. Quanto mais conscientes dos passos que nos levarão ao seu encontro, mais perto dela estaremos. Mas enquanto não conseguimos conquistar a felicidade suprema, podemos ir preparando o caminho com algumas atitudes fáceis e lúcidas nos passos de cada dia. Eis algumas dicas:

Use expressões meigas e cobertas de ternura. As energias afáveis favorecem uma atmosfera de paz no coração que as exercita. Busque a visão otimista sobre as pessoas. Enxergue o lado bom que todos nós possuímos. Pequenos gestos de bondade por dia alicerçam as grandes atitudes do amanhã, sedimentando os nobres e elevados sentimentos. Silencie diante das críticas às atitudes infelizes do próximo.

Somos mendigos do entendimento alheio ante nossos equívocos repetidos. Aprenda a deixar fluir a compaixão quando a dor espelhar-se na alma do próximo. Condicionará, desta forma, as próprias forças no caminho da caridade, irradiando o calor da fraternidade por onde passar. Sorria ainda que esteja atravessando difíceis momentos na Terra. O sorriso gera simpatias e afasta invernos escuros, permitindo o brilho do sol da esperança para você e para tantos que atravessam em seu caminho. Mantenha a calma em qualquer situação. Quem confia em Deus e está convicto de Sua Providência infalível, sabe que os recursos necessários chegarão tanto mais rápidos e precisos quanto estivermos em posição positiva na vida.

Tolere o mais que possa. Perdoe sempre. Leve paz onde houver dissensões. Quem semeia brisas suaves não enfrentará os tufões da agonia em estradas futuras. Conceda ao irmão do caminho a gentileza de sua sincera alegria pelas conquistas dele. Demonstre desprendimento natural. Prossiga leve com as aspirações elevadas. A cada dia coloque-se como instrumento de construção, ciente de que Deus nos favorece com a bênção do serviço, para que Sua presença seja sentida no mundo por nosso intermédio.

Você é responsável pela sua felicidade ou sua desdita. Seu caminho para a felicidade só pode ser construído por você, mais ninguém. Se hoje você encontra em seu caminho pedras e espinhos, é porque houve um tempo em que você se descuidou do seu jardim. Por isso, é importante não perder mais tempo. Selecione a boa semente e comece agora a reflorir seu caminho para que possa encontrar, logo mais, o perfume agradável da boa semeadura. Livro: Ajuda-te, pelo Espírito Marta, psicografia de Frederico Menezes.

Os seres humanos, viajando pelas estrelas nos carreiros das provas e expiações em nome do progresso, não é incomum ouvir-se alhures e algures reclamações sobre as dificuldades das existências, em razão de dores, sofrimentos experimentados de todo jaez, senão a partida de um ser querido, na linguagem popular, “fora da hora combinada” quando em verdade, no caso sub oculis, a missão de aprendizado encerrou-se na etapa em comento.

Nesse preambulo, afirma-se pela ciência da observação no sentimento no imo d’alma, o desalinho de uma parcela dos irmãos de caminhada, viajando pelas veredas da existência das provas, sem se darem o direito a uma análise das realidades existenciais das provas e expiações para aprofundarem o bisturi do conhecimento, a fim de emularem-se na análise dos objetivos e o sentido da vida.

Com essa reflexão, pode-se asseverar que uma das dificuldades do ser humano, quando na sabatina das provas, escolhe a porta larga para transitar, e, ao exercitar o livre arbítrio, opta pelo lado obnubilado das provas, com a mais absoluta ausência do sentido que dê valoração e colorido à existência, para proporcionar o exame das provas do bom combate, proposta por Paulo, o apóstolo dos coríntios, sob a perspectiva do futuro como lecionou o Divino Pastor, ao prometer aos viajores os esplendores celestes.

Nesse sentir, observa-se que um dos crimes mais violentos que se pode cometer contra as Leis Divinas, expressa-se no suicídio, alguns no anoitecer da existência, outros ainda jovens, dotados de beleza física, com origem em famílias bem estruturadas financeiramente, ilustrando-se nas melhores universidades da existência; esquecem-se dos valores d’alma e retiram o que não lhes pertence.


A vida não é propriedade daquele que a recebe da Potestade, na qualidade de depositário das provas a que se comprometeu no pretérito na pátria espiritual; por essa razão, não pertence a quem a utiliza como instrumento de crescimento, e, nada, absolutamente nada justifica pôr termo à vida bela colorida e consentida, no veículo destinado à elevação do espírito.

Exclame-se e questione-se por isso. Oh! Meu Deus! Como podem arvorar os desalinhados a retirarem aquilo que não é sua propriedade, mas antes pertence à Inteligência Suprema, Causa Primária de Todas as Coisas? Que responda a consciência do justo. Por isso, Data Vênia, a valoração da vida com o seu sentido nobilíssimo, merece um apólogo desse proceder entibiado; trata-se de criaturas possuidoras de todos os recursos materiais, para não se dizer, na linguagem coloquial, que não aproveitam as oportunidades concedidas pelo Senhor da Vida, para serem felizes; não valorizam a bendita oportunidade da reencarnação e nem mesmo sentem em seus corações o suave perfume do Divino Jardineiro,


Em verdade, não celebram ou homenageiam a vida, em razão da insensibilidade desses viajores de que Ele é o caminho, a verdade e a vida que levam aos esplendores celestes. Nada obstante, não é incomum essas criaturas buscarem o desenlace voluntário, quando não de forma involuntária, surpreendendo os que se esforçam para terem puros os corações, como ensinou o Homem de Nazaré. “Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; onde houver ofensa, que eu leve o perdão; onde houver discórdia, que eu leve a união; onde houver dúvida, que eu leve a fé; onde houver erro, que eu leve a verdade; onde houver desespero, que eu leve a esperança; onde houver tristeza, que eu leve a alegria; onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó, Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna”.

Com fulcro nesse sentimento da excelência do amor, por onde transitam os candidatos à felicidade, no planeta sob a governança do Cristo de Deus, conscientes de que o mundo não está a desgoverno, àqueles que ainda não estão sintonizados com o poema do arauto Francisco de Assis, o momento é ensancha para se conhecer o relato de uma senhora, culta e nobre de sentimentos, na verve dessa pena, colhido no livro “Sob a Proteção de Deus”, de Divaldo Pereira Franco, texto ditado pelo Espírito Ignotus, no cap. “Terapia da Solidariedade”.


Dessa mesma sorte, com fulcro nesse sentimento, há na redação espírita, um relato humanista no capítulo “O ser humano que sofre”, ‘O que não está escrito nos meus livros’, de Viktor E. Frankl, da editora É Realizações, autêntico exemplo de vida e sentido para a existência daqueles que se deixam levar pelo desânimo, inconformismo e desesperança da vida.

Trata-se do psiquiatra vienense Viktor Frankl, que em uma de suas conferências, contou que, certa feita, foi acordado pelo telefone, às três horas da manhã. Do outro lado da linha, uma mulher dizia que acabara de tomar a decisão de se suicidar. Ela estava curiosa para saber a opinião dele. Calmamente, ele lhe disse o que sempre existe para se falar contra o suicídio. Durante um largo tempo eles discutiram todos os prós e contras. Por fim, Viktor conseguiu que ela prometesse não fazer nada nas próximas horas, e pediu-lhe que fosse ao seu consultório naquela manhã.

Às nove horas, ela apareceu e lhe disse textualmente: “O senhor vai se enganar, doutor, se estiver achando que qualquer um dos argumentos que o senhor me apresentou essa madrugada teve o mínimo efeito sobre mim. Se alguma coisa me impressionou, foi o fato de tirar um homem do seu sono e, em vez de brigar comigo, ele me escutou pacientemente por mais de meia hora. E depois conversamos. A partir daí, cheguei à conclusão de que, se isso existe, então quer dizer que é preciso dar mais uma chance à vida, à continuação da vida”.

A valoração da vida e o seu sentido, a toda evidência não se encontra apenas nesses fatos humanitários; os relatos que foram capazes de estabelecer a relação humana com aqueles que estavam enfraquecidos momentaneamente; fez mais do que isso; “salvou” preciosas existências em provas e expiações; a propósito, no versículo 31, do cap. VI do Evangelho de Lucas, consta a notória prescrição do médico dos médicos há mais de dois mil anos: “Amai o vosso próximo. Fazei aos homens tudo o que queirais que eles vos façam. Tratai todos os homens como desejai que eles vos tratem.”

Com esses sentimentos d’alma, segue o ósculo depositado em seus corações, com a hóstia da fraternidade universal, anelando tenham os amigos de todo o sempre, um final de semana de muita paz em nome do Divino Pastor.

Do amigo Fraterno de sempre.

- Jaime Facioli -





JAIME BARBOSA FACIOLI
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