Na academia da vida, onde o aprendizado se impõe, há hospitais que curam as enfermidades do corpo, preparando também as almas para alcançar as várias moradas do Pai Celeste no imenso universo da potestade. Ora pois!. Inegável, tal como os pais na Terra, mesmo com nossas deficiências, damos boas dádivas aos nossos filhos, imaginarmos quantas não serão as ofertas e bênçãos ofertadas pelo Pai Celeste aos seus filhos amantíssimos. Sim. É incomparável as graças do Pai Celestial, justo e bom, para os Seus filhos.
Oh! Jesus esclarece aos discípulos a respeito da Providência do Criador, sobre a oração e um deles lhe pede para lhes ensinar a orar, apesar de já se supor conhecer a oração, momento em que o Mestre lhes traz a linda oração do Pai-Nosso. Em seguida, permanece no tema da prece com mais orientações. Pedi e obtereis. Buscai e achareis. Batei e abrir-se-vos-á. Em novo afirmativo, sustenta: se vós, que sois ainda maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o pai celestial! Sim. Será que já nos detivemos a pensar nas dádivas que recebemos, na qualidade de filhos de Deus, e o devotamento paternal do Supremo Senhor que nos envolve por todo o Universo? Inegável para os filhos do Eterno, que a Providência trabalha até hoje na prédica de Jesus para o bem do infinito, o atendimento do eterno, é infinito, além do que entendemos ou o imaginamos.
Nas penas pobres que subscreve, pede-se licença para ocorrências, como o exemplo que liberta a atmosfera asfixiante. Defende a flor com espinhos. Protege a plantação útil com adubos desagradáveis. Sustenta a verdura dos vales com a dureza das rochas. Assim também, nos círculos de lutas planetárias, acontecimentos que nos parecem desastrosos, para a atividade particular, representam escoras e equilíbrio.
Os profitentes da realidade interpretam como calamidades, que na ordem coletiva, constituem enormes benefícios públicos. Ao descrente parece-nos difícil entender num primeiro momento. Somos limitados, somos imediatistas, buscamos sempre o que julgamos ser melhor, o conforto e nada mais. Ampliemos a percepção. Enxerguemos, pois, a própria existência no longo prazo para percebermos quantas experiências, aparentemente desastrosas, moldaram quem somos hoje. Há males que vêm para o bem, conforme diz o ditado popular, vêm para o bem popular.
É verdade, é bom estudarmos o a realidade do Senhor da vida e as bênçãos da Luz Divina para os corações serem atendidos em sinal da verdade e respostas francas. Da mesma forma, humilde, e para perceber e receber o que nem sempre atendem nossas expectativas ou desejos imediatos, mas suprirão a nossa necessidade maior. Além disso, comecemos a notar tudo que temos recebido sem mesmo pedir.
Tudo que nos nutre o corpo e a alma, e permite que estejamos despertos dia após dia nesta encarnação. Lembremos: o Pai deseja que os filhos aprendam, cresçam, amadureçam, conquistem autonomia e sejam homens de bem. Não se dispõe a bajular os rebentos satisfazendo seus caprichos ou demonstrando Seu poder fazendo estardalhaço.
Como filhos, saibamos apreciar o que recebemos. Aguardemos as respostas daquilo que pedimos. Entendamos os métodos de ensino do grande educador e confiemos no socorro da Providência que jamais nos desampara, motivo da redação pelo Momento Espírita no capítulo 63 do Pão Nosso. Pela ciência da observação no sentimento no imo d’alma, o desalinho de uma parcela dos irmãos de caminhada, viajando pelas veredas da existência das provas, sem se darem o direito a uma análise das realidades existenciais das provas e expiações para aprofundarem o bisturi do conhecimento, a fim de emularem-se na análise dos objetivos e o sentido da vida. [Muitas são as diretrizes que indicam caminhos para se encontrar a felicidade.
Muitas sugestões e conselhos já foram dados para os que procuram pela felicidade. Essas iniciativas são positivas, quando nascidas do desejo sincero de ajudar. E são necessárias porque cada pessoa poderá seguir pela rota que mais lhe seja favorável e que esteja de acordo com corresponda às suas forças e entendimentos. Os caminhos para a felicidade são muitos. Uns são mais curtos e mais íngremes e exigem mais esforço e renúncias. Outros são mais longos e mais planos, mas todos conduzem ao mesmo fim. A felicidade é, sem dúvida, uma construção diária, que mais se efetiva quanto mais a ela nos dedicamos. Quanto mais conscientes dos passos que nos levarão ao seu encontro, mais perto dela estaremos. Mas enquanto não conseguimos conquistar a felicidade suprema, podemos ir preparando o caminho com algumas atitudes fáceis e lúcidas, nos passos de cada dia. Ilumine-se a os profitentes da realidade interpretam algumas dicas:
Use expressões meigas e cobertas de ternura. As energias afáveis favorecem uma atmosfera de paz no coração que as exercita. Busque a visão otimista sobre as pessoas. Enxergue o lado bom que todos nós possuímos. Pequenos gestos de bondade por dia alicerçam as grandes atitudes do amanhã, sedimentando os nobres e elevados sentimentos. Silencie diante das críticas às atitudes infelizes do próximo.
Somos mendigos do entendimento alheio ante nossos equívocos repetidos. Aprenda a deixar fluir a compaixão, quando a dor espelhar-se na alma do próximo. Condicionará, desta forma, as próprias forças no caminho da caridade, irradiando o calor da fraternidade por onde passar. Sorria ainda que esteja atravessando difíceis momentos na Terra. O sorriso gera simpatias e afasta invernos escuros, permitindo o brilho do sol da esperança para você e para tantos que atravessam em seu caminho. Mantenha a calma em qualquer situação. Quem confia em Deus e está convicto de Sua Providência infalível, sabe que os recursos necessários chegarão tanto mais rápidos e precisos quanto estivermos em posição positiva na vida.
Tolere o mais que possa. Perdoe sempre. Leve paz onde houver dissensões. Quem semeia brisas suaves não enfrentará os tufões da agonia em estradas futuras. Conceda ao irmão do caminho a gentileza de sua sincera alegria pelas conquistas dele. Demonstre desprendimento natural. Prossiga leve com as aspirações elevadas. A cada dia, coloque-se como instrumento de construção, ciente de que Deus nos favorece com a bênção do serviço, para que Sua presença seja sentida no mundo por nosso intermédio.
Você, é responsável pela sua felicidade ou sua desdita. Seu caminho para a felicidade só pode ser construído por você, mais ninguém. Se hoje você encontra em seu caminho pedras e espinhos, é porque houve um tempo em que você se descuidou do seu jardim. Por isso, é importante não perder mais tempo. Selecione a boa semente e comece agora a reflorir seu caminho para poder encontrar, logo mais, o perfume agradável da boa semeadura. Livro: Ajuda-te, pelo Espírito Marta, psicografia de Frederico Menezes.
Os seres humanos, viajando pelas estrelas nos carreiros das provas e expiações em nome do progresso, não é incomum ouvir-se alhures e algures reclamações sobre as dificuldades das existências, em razão de dores, sofrimentos experimentados de todo jaez, senão a partida de um ser querido, na linguagem popular, “fora da hora combinada” quando em verdade, no caso sub oculis, a missão de aprendizado encerrou-se na etapa em comento.
Nesse preambulo, afirma-se pela ciência da observação no sentimento no imo d’alma, o desalinho de uma parcela dos irmãos de caminhada, viajando pelas veredas da existência das provas, sem se darem o direito a uma análise das realidades existenciais das provas e expiações para aprofundarem o bisturi do conhecimento, a fim de emularem-se na análise dos objetivos e o sentido da vida.
Com essa reflexão, pode-se asseverar que uma das dificuldades do ser humano, quando na sabatina das provas, escolhe a porta larga para transitar, e, ao exercitar o livre arbítrio, opta pelo lado obnubilado das provas, com a mais absoluta ausência do sentido que dê valoração e colorido à existência, para proporcionar o exame das provas do bom combate, proposta por Paulo, o apóstolo dos coríntios, sob a perspectiva do futuro como lecionou o Divino Pastor, ao prometer aos viajores os esplendores celestes.
Nesse sentir, observa-se que um dos crimes mais violentos que se pode cometer contra as Leis Divinas, expressa-se no suicídio, alguns no anoitecer da existência, outros ainda jovens, dotados de beleza física, com origem em famílias bem estruturadas financeiramente, ilustrando-se nas melhores universidades da existência; esquecem-se dos valores d’alma e retiram o que não lhe pertence.
A vida não é propriedade daquele que a recebe da Potestade, na qualidade de depositário das provas a que se comprometeu no pretérito na pátria espiritual; por essa razão, não pertence a quem a utiliza como instrumento de crescimento, e, nada, absolutamente nada justifica pôr termo à vida bela colorida e consentida, no veículo destinado à elevação do espírito.
Em verdade, não celebram ou homenageiam a vida, em razão da insensibilidade desses viajores de que Ele é o caminho, a verdade e a vida que levam aos esplendores celestes. Nada obstante, não é incomum essas criaturas buscarem o desenlace voluntário, quando não de forma involuntária, surpreendendo os que se esforçam para terem puros os corações, como ensinou o Homem de Nazaré.
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; onde houver ofensa, que eu leve o perdão; onde houver discórdia, que eu leve a união; onde houver dúvida, que eu leve a fé; onde houver erro, que eu leve a verdade; onde houver desespero, que eu leve a esperança; onde houver tristeza, que eu leve a alegria; onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna!
Do Amigo de Sempre
Jaime Facioli