Reverenciado em prosas e versos, o verbo respeitar é de um significado incomensurável, porque é na vida dos viajantes das estrelas, que as criaturas estão atentas à Lei de Progresso, considerando diuturnamente o verbo em todos os modos e pessoas, porque bem sabem que em sua essência o verbo em exame é definido como a capacidade de se importar com o sentimento de seu próximo.
Sim, em qualquer circunstância das provas ou das expiações, atentos às lições do Divino Jardineiro para amar o próximo como a si mesmo, ou em outra dicção, se importar com o sentimento do próximo, examina-se que o termo respeito vem do grego como transliteração de uma palavra hebraica usada como uma expressão de respeito e honra, onde a epístola busca bem compreender a definição mais adequada do verbo em comento.
Nesse arrazoado, quando os viajantes da felicidade se sentem ofendidos ou desprezados, o seu estado emocional é de indignação pela falta de respeito; oportuno assim, se interrogar aquele que se sente ofendido se ele não teria em circunstâncias do mesmo jaez praticado a desconsideração?
É cogente, nesse sentido, uma introspecção na busca de entender o próprio comportamento, enquanto integrante da sociedade civil organizada e a interação com os demais irmãos de caminhada.
A consciência do justo por excelência procurará saber se somos criaturas que marcamos horário com o médico ou o dentista e, na hora aprazada, por questões de somenos importância, desmarcamos a consulta, ou simplesmente não comparecemos ao compromisso, sem nos preocuparmos com a agenda do profissional ou de outros que necessitavam do atendimento naquele dia e horário e que agora não será aproveitada por ninguém. Isso é falta de respeito.
Oh! Meu Deus, será desrespeito daqueles que estabelecem o preço para os serviços profissionais de outrem ou alegam de maneira descortês que aquele serviço não vale.
É verdade que incontáveis vezes se desrespeita o esforço que o profissional fez para chegar onde se encontra, sem mensurar as inúmeras noites que passou estudando, plantões intermináveis e exaustivos, senão infindáveis horas de pesquisa para bem servir. Também não se leva em conta os custos financeiros, estipêndio indispensável para completar o curso, prosseguindo o aperfeiçoamento, mestrado ou doutorado.
Ora sim. Há falta de respeito no trato com outros profissionais, com os magistrados, serventuários, domésticos, jardineiros, pedreiros, carpinteiros, os advogados que se preparam nas defesas dos direitos humanos, todos que cumprem retamente os seus deveres.
O verbo respeitar desatende sempre que se estabelecem jornadas de trabalho excessivas para o cumprimento das tarefas além do que humanamente possível, ou se submete o próximo ou o servidor a situações humilhantes, desatendendo o comando da Lei de Deus, para considerar os semelhantes no trânsito para a evolução ética, profissional e moral.
O verbo em análise, na essência de sua compreensão, merece considerar as criaturas superiores ou inferiores na escala social e nos degraus da instrução com o respeito na palavra sob qualquer origem ou dialeto nesse mundo de Deus. Afinal, todas as criaturas são membros de uma única família, a família universal, criados pelo mesmo Deus.
Em verdade, se não se aprender a respeitar o semelhante, desde as mínimas coisas, não se estará conjugando o verbo em exame, na excelência da lei de justiça, amor e caridade ensinado pelo mensageiro do amor, Jesus de Nazaré,, ao lecionar o amar o próximo como a si mesmo.
Inquestionavelmente, para viver em harmonia na sociedade e como reto proceder, conjugando o verbo na excelência de sua correta exegese no respeito, há que se ater à natureza que cerca os viajantes em busca da felicidade, aplicando os valores desde os pequenos atos e procedimentos até os de maior expressão, seja nas palavras em tom moderado, afável e sem atavios ou nos procedimentos diante da sociedade onde se moureja.
Com efeito, se o proceder contiver a suavidade e docilidade, o respeito se fará presente e até mesmo os animais, as árvores, as flores e os jardins entendem a linguagem da palavra e do amor. Nesse sentido, é mais fácil se entender o verbo da primeira conjugação, respeitar, porque se estará reverenciando todos os irmãos de caminhada, os familiares, idosos, professores, serviçais e indistintamente os que transitam pelos caminhos do aprendizado na busca da paz, fazendo ao próximo tudo o que anela que se lhe façam, como ensinou na cátedra do sermão do monte o sublime pastor.
Sim. É nessa realidade que não se permite olvidar a maneira de ser das criaturas, quando se dirige às pessoas com quem se transita pelas provas da existência, não importando quem sejam, a sua instrução ou grau de doutorado, porque o que falará alto e em bom som serão os pequenos gestos de amor com a docilidade do verbo respeitar em todo modo, tempo ou pessoa, considerando que as palavras convencem e os exemplos arrastam as multidões.
Sem contradita, as virtudes do amor e da solidariedade são instrumentos que os seres humanos devem ter como bandeira do bem proceder. O amor, na mais pura expressão da palavra, foi ensinado pelo Divino Jardineiro e exemplificado como caminho para os altiplanos celestiais.
É vero, que muitos ainda caminham na retaguarda da evolução, confundem o comportamento adequado do homem de bem e acabam por tropeçar nas palavras que, aos gritos, desrespeitam o verbo para provocar e ofender o próximo, senão confundir o amor com sexo. Sim, no contexto o sexo é importante e por isso mesmo prazeroso, mas essa não é sua principal função.
O sexo se destina a suprir a humanidade de corpos físicos para abrigar os filhos da Providência Divina na viagem de provas e expiações, no caminho da evolução. O amor é a entrega a outrem de nossas mais puras afeições. O amor nada pede em troca, nada exige e nada cobra. O amor é doação. Por essa razão Jesus de Nazaré exortou que fizéssemos pelo próximo aquilo que gostaríamos que nos fizessem.
No evangelho redivivo do homem de Nazaré, certa feita, um sábio da antiguidade, sabendo que Ele fizera calar a boca dos saduceus, questiona o Mestre qual o maior dos mandamentos. Respondeu que o primeiro e maior mandamento é amar a Deus de todo o seu coração e de todo o seu espírito.
Aproveitou a ensancha e assegurou aos religiosos dos proscênios da história da humanidade que o segundo maior mandamento era amar o próximo como a si mesmo. Motivado pela mesma questão, o Divino Galileu completou a lição dizendo que nesses dois mandamentos residem todas as leis e os profetas.
O momento permite, em nome do amor e da solidariedade, anotar que a história da evolução dos filhos de Deus pelos caminhos das provas e das expiações, registra-se no gesto de amor imbatível, amor a seguir narrado. Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, onde competiam os atletas deficientes, nove participantes com deficiência mental alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos.
Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, como é óbvio deduzir, mas com vontade de dar o melhor de si e de terminar a corrida para se verem laureados naquela prova.
Na azáfama do momento, um dos garotos tropeçou no asfalto, caiu e começou a chorar. Os demais competidores ouviram o choro. Sem que ninguém lhes pedisse, num gesto de amor e doação, todos, sem distinção, diminuíram o passo e olharam para trás.
Vendo a cena comovente do companheiro da prova, caído no chão e chorando a perda dos minutos preciosos que se esvaiam na competição, em respeito aos propósitos do garoto caído, voltaram para socorrerem a vítima e uma das meninas com Síndrome de Down se ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse: - Pronto, agora vai sarar!
Para concluir a competição, todos os competidores, deficientes do corpo, mas não do espírito, promoveram uma cena de amor inesquecível. Deram as mãos e, assim caminharam juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos foram uma ovação jamais vista nas Olimpíadas Especiais.
Comporta, no caso, sub oculis, refletir que nos recônditos das almas, guarda-se viva a lição do Mestre Jesus nas vidas dos filhos do Eterno. Ora, sim, mais importante do que ganhar sozinho, é ajudar os outros a vencerem, mesmo que isso signifique diminuir os passos.
A esse gesto de amor se dá o nome de solidariedade. Muito provavelmente por essa razão, Albert Einstein cunhou o axioma que se notabilizou através da história da humanidade ao recomendar: "Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é só consequência."
Para celebrar o amor e a solidariedade, virtudes que conduzirão os viajantes da felicidade aos páramos celestiais, deve-se abandonar a mágoa, olvidar as cizânias, não criar contendas e procurar levantar a cabeça, aprendendo sempre com as lições da vida, porque a vida é bela, colorida e consentida.
Aproveitemos as oportunidades concedidas a cada amanhecer para amar e ser solidário, certos de que todos devem caminhar numa só direção, mas isso só se torna possível quando amamos em plenitude. O rancor polui a alma, enquanto a alegria dá brilho. Um coração amargo se rende ao sofrimento, enquanto um coração terno abre as portas para a felicidade e para o amadurecimento.
Com essas reflexões, em nome do verdadeiro amor e da solidariedade, conjugue o verbo do respeito e do amor em plenitude, para todo o sempre, recebendo desde já, o ósculo dessa missiva depositado em seus corações, com a oblata da fraternidade, desejando um ótimo fim de semana homenageando o Divino Rabi da Galileia.
Do amigo fraterno de sempre.
Jaime Facioli.